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Viver

Campo da Restauração 7400-223 Ponte de Sor
Telefone: 242 202 146
Fax: 242 206 256
Email: geral@jf-pontedesor.pt
Site: 

Presidente – Luísa Maria Marques Pita Pauleta Figueira (PS)
Secretário –
Tesoureiro –
Vogal –
Vogal –

Assembleia de Freguesia

Presidente:
Membros:

História

A história da freguesia de São Francisco de Assis de Ponte de Sor confunde-se naturalmente com a do próprio concelho de Ponte de Sor, da qual pode ser lido um esboço neste mesmo site, no separador “Concelho: História”. Até ao século XIX, quando anexou as novas freguesias de Galveias e Montargil, o concelho limitou-se quase exclusivamente à freguesia de São Francisco de Assis de Ponte de Sor, acrescida da pequena freguesia de Nossa Senhora da Graça de Torre das Vargens, já referida pelo Padre Carvalho da Costa na sua Corografia Portugueza, em 1708, e extinta em 1834, sendo então integrada na de Ponte de Sor.

O registo mais antigo que temos dando conta simultaneamente da extensão e da população do território da freguesia e concelho de Ponte de Sor é o Numeramento de 1527, mandado elaborar por D. João III. O termo, ou seja, a área sobre a qual o concelho tinha jurisdição, incluía exclusivamente a vila de Ponte de Sor e «huma povoaçam que se chama Val do Açor, huma legoa da villa ao levamte, que tem quatorze moradores», isto é, mais de meia centena de habitantes. A Vila tinha 27 fogos, aos quais se juntavam 58 em casais apartados, ou seja, sob a forma de povoamento disperso; no total, o concelho teria cerca de 100 fogos e 400 pessoas.

Mais de duzentos anos depois, em meados do século XVIII, de acordo com a resposta do pároco de Ponte de Sor ao inquérito que daria origem às Memórias Paroquiais de 1758, o concelho abarcava, para além da Vila, a aldeia de Longomel (até então concelho autónomo, juntamente com Margem) e o lugar de Torre das Vargens, que tinha paróquia própria, não havendo menção à localidade de Vale de Açor. Nesse território, ainda segundo a mesma fonte, encontravam-se 384 fogos (213 na Vila, 128 no campo em redor, incluindo Longomel, 20 em Torre das Vargens lugar e cerca de 23 nas herdades anexas à Torre) e 1480 habitantes (1316 na Vila e no campo em redor, incluindo Longomel, e 164 em Torre das Vargens). Tal representa um acréscimo demográfico de quase 400% em relação aos valores do Numeramento de 1527, o que, em geral, reflete o alargamento territorial do concelho. Em particular, regista-se um significativo crescimento da população da Vila, que passa a ser maioritária em relação à dos campos em redor.

Os dados do Censo de 1864, que são, para a freguesia de Ponte de Sor, de 584 fogos e 2311 habitantes, dão conta da manutenção da tendência de crescimento demográfico, neste caso de cerca de 150% em relação aos valores de 1758. Nesta altura, a freguesia de Ponte de Sor abarcava já a extinta de Torre das Vargens, para além da aldeia de Vale de Açor e do lugar de Água-de-Todo-o-Ano, situado a cerca de 3 quilómetros da Vila, atravessado pela antiga e movimentada estrada para Montargil e registando 40 moradores. Segundo Primo Pedro da Conceição, a mudança de nome de Água-de-Todo-o-Ano para Tramaga teve origem popular, situando-se já no século XX. No artigo sobre Ponte de Sor publicado no Dicionário Corográfico de Américo Costa, em 1947, já é mencionado o lugar de Tramaga, bem como o casal de Água-de-Todo-o-Ano, tendo esta designação sobrevivido, mas aplicada a um território contíguo ao de Tramaga, a ocidente.

Bibliografia:
ANDRADE, Primo Pedro da Conceição Freire de – Cinzas do Passado. Revisão crítica por Ana Isabel Coelho Pires da Silva. Ponte de Sor: Câmara Municipal de Ponte de Sor, 2010.
Ana Isabel Coelho Silva (Historiadora), abril 2014

POPULAÇÃO:
11.198 habitantes (Censos 2011).

ATIVIDADES ECONÓMICAS:
Agricultura, agropecuária e exploração florestal, extração e indústria de cortiça, indústria de componentes aeronáuticos, indústria agroalimentar (rações para gado, lagar de azeite, moagem de pimentão seco, transformação de suínos), construção civil, restauração e serviços.
FEIRAS (em Ponte de Sor):
o Feira de Janeiro – 15 de janeiro.
o Feira de S. José – 19 de março.
o Feira de Outubro – 5,6 e7 de outubro.
o Mercado Mensal – terceira segunda-feira de cada mês.

FESTIVIDADES:

  • Ponte de Sor: Festa da Salgueirinha (Feriado Municipal na segunda-feira após a Páscoa); Festas da Cidade (semana de julho que inclua o dia 8 de julho).
  • Festa Popular (fim-de-semana da Páscoa).
  • Arneiro: Festas Populares no primeiro fim-de-semana de setembro.
  • Barreiras: Festas Populares em julho.
  • Domingão: Festas Populares no último fim-de-semana de maio.
  • Ervideira: Festas Populares no último fim-de-semana de junho.
  • Fazenda: Festas Populares em junho.
  • Foros de Domingão: Festas Populares em julho.
  • Pinhal: Festas Populares de 21 a 23 junho.
  • Vale da Bica: Festas Populares em julho.
  • Vale de Bispo Fundeiro: Festas Populares em agosto.
  • Torre das Vargens: Festas Populares em agosto.

ARTESANATO:
Trabalhos em verga, madeira, cortiça e estanho; correaria; bordados; arranjos florais.

GASTRONOMIA:
Cozido à portuguesa, ensopado de borrego, migas com entrecosto de porco, açorda alentejana, feijão com couve, pratos de carne de caça variada (lebre e coelho bravo, perdiz e pombo bravo), serrabulho, achigã grelhado, tigelada e bolo de bacia.